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Moody’s avalia finanças do Maranhão como estável e atribui Rating Ba3.

Nesta quinta-feira, 23 de abril, a agência internacional de risco Moody’s publicou a atualização da opinião de crédito que avalia o Estado do Maranhão. Em sua análise mantiveram a nota das finanças maranhenses em “Ba3” e atribuíram o panorama como estável.

A agência de risco avaliou o Estado a partir de informações adquiridas em reuniões com membros da Secretaria do Planejamento e Orçamento do Estado do Maranhão – SEPLAN, que ocorreram por videoconferência em março e abril. Foram considerados na avaliação os resultados fiscais de 2019, a exposição do Maranhão em relação à crise do COVID-19, suas ações para atenuar a problemática da pandemia no

 

Estado, o nível da atividade econômica Estadual e Impactos “EGS” – ambientais, sociais e de Governança.

Na ocasião, o Secretário Adjunto do Tesouro, Contabilidade e Dívida, Marcello Duailibe, representando a Secretária de Estado, Cynthia Mota Lima, avaliou como positiva a manutenção do rating do Maranhão. “Considerando o cenário fiscal ainda desafiador de 2019, entendemos que a classificação do Estado deve ser valorizada, uma vez que permanecemos com perspectiva estável e Nota de Crédito Ba3. Lembro que o ano de 2019, em termos de crescimento do Produto Interno Bruto – PIB nacional, foi pior que os dois últimos exercícios (2018 e 2017), registrando um pífio crescimento de 1,1%. Continuaremos com a mesma determinação em 2020, não obstante o contexto adverso em virtude da pandemia do Novo Coronavírus, avaliou o Secretário Adjunto”.

Na análise, a Moody’s apontou que a nota atribuída ao Maranhão (Ba3) deriva da sua resiliente performance operacional, do baixo nível de endividamento e da despesa previdenciária relativamente baixa em comparação com a média nacional, fatores que fazem frente a sua relativa dependência da atividade econômica nacional – sobretudo devido às Transferências Federais e da exposição de parte da dívida às oscilações cambiais.

As expectativas de queda na atividade econômica nacional estimadas pela agência podem frustrar as notas de crédito dos entes subnacionais, haja vista que o auxílio da União se faz presente em todos os Estados. No Maranhão essa dependência vem sendo reduzida, uma vez que a arrecadação própria cresceu nos últimos anos, o que dilui as pressões advindas da crise em âmbito Nacional.

No que tange às dívidas, mesmo com o crescimento desenfreado do câmbio, as pressões são relativamente pequenas devido ao baixo endividamento do Estado e que vem se reduzindo cada vez mais. Além disso, a dívida externa possui cobertura com garantias da União.

Em termos de EGS, o único risco apontado refere-se ao COVID-19 e seus impactos na saúde pública e na renda da população, embora as consequências ainda sejam incertas sobre a severidade socioeconômica e seus resultados fiscais.

Como desafios para melhorar ainda mais a avaliação, a Moody’s aponta que o Maranhão precisa crescer mais em atividade econômica, reduzir sua dependência de recursos da União e sua exposição a moedas estrangeiras.

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